A 'enciclopédia' das estatísticas Paulo Vinícius Coelho, o PVC, levantou a bola em seu blog.
Em nenhuma das 6 Libertadores conquistadas pelo Boca Juniors, o time argentino começou o torneio sem vencer nos dois primeiros jogos e, depois, foi campeão. O tal do 'tabu' no futebol existe e, dependendo do tempo que não é 'quebrado', o peso nas costas de quem está em campo aumenta. Mas, na opinião deste que vos bloga e com todo respeito ao PVC, essas informações 'apimentam' o mundo da bola, mas ainda são chutes, tiros no escuro... As estatísticas são importantes sim para avaliar o desempenho de times e atletas, principalmente, quando os números apresentam um panorama que indica onde é possível melhorar, qual fundamento, por exemplo, cabeceio, cruzamento, aproveitamento de pênalti...
Jás as comparações entre o passado e o presente no futebol alimentam o espetáculo. Não que isso seja ruim, mas na prática, não vai determinar nada.
Dois exemplos recentes: no ano passado, o Cruzeiro terminou essa mesma fase da Libertadores com 5 vitórias, sendo 3 goleadas, e um empate. Depois, a Raposa caiu para o Once Caldas nas oitavas-de-final.
E o Santos? Em 2011, o Peixe estava pior que o Boca, com dois empates nas duas primeiras rodadas e uma derrota no terceiro jogo. Ou seja, um ponto em nove disputados!
E nem preciso dizer como acabou essa história...Ou seja, tudo é relativo!
sem firulas!
por Diego Bertozzi
sexta-feira, 9 de março de 2012
Golaço de marketing
Sempre procuro na internet preciosidades ligadas ao esporte, que chamem a atenção pelo ineditismo, ousadia...
A marca de cerveja patrocinadora da Liga dos Campeões da Europa fez uma pegadinha com torcedores que virou comercial. Belíssima sacada que vale até abrir espaço no blog para uma propaganda de graça...
Vejam!
A marca de cerveja patrocinadora da Liga dos Campeões da Europa fez uma pegadinha com torcedores que virou comercial. Belíssima sacada que vale até abrir espaço no blog para uma propaganda de graça...
Vejam!
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Pátria que pariu
Liguei a TV sem muita paciência, mas disposto a torcer pela seleção contra a tradicional Bósnia. O gol de Marcelo, aos 3 minutos, me deu até um susto. Pensei: "com 1 a 0 no início, nossos craques tiram a pressão das costas e vão jogar leves... quem sabe dar show". Bom, o Brasil até manteve a posse de bola, com boa movimentação na frente, principalmente, dos laterais. Mas, pouco depois, Júlio César (que falha) me fez cair na real. 1 a 1. Como fui ingênuo! A Bósnia gostou do jogo e ignorou a camisa amarela - nova e linda, por sinal - mas que não assombra mais o mundo como fazia num passado recente.
Sobre Ronaldinho Gaúcho...mais um turista nos alpes suíços que um camisa 10 do Brasil. A fase dele no Flamengo não é boa, nem deveria ter sido convocado. Em menos de 15 minutos em campo, Ganso fez mais.
No finzinho, um gol contra do adversário selou a vitória brasileira no primeiro desafio de 2012. Resultado que dá sobrevida a Mano no cargo. Antes o jogo terminasse empatado. Pelo tempo que o treinador está à frente da seleção (desde agosto de 2010), já era para o Brasil ter um estilo de jogo, uma filosofia. Não falo aqui de falta de entrosamento, o que é normal pelo tempo que o grupo fica reunido. Na verdade falta inspiração! Se o Brasil tivesse perdido para a Bósnia, mas jogado com vontade, dominando o jogo, com chances de gol, adversário na retranca... confesso que estaria mais aliviado
Para uma seleção que almeja um ouro olímpico este ano e o hexacampeonato mundial daqui a dois anos e meio, é pouco, muito pouco. A preocupação continua.
Sobre Ronaldinho Gaúcho...mais um turista nos alpes suíços que um camisa 10 do Brasil. A fase dele no Flamengo não é boa, nem deveria ter sido convocado. Em menos de 15 minutos em campo, Ganso fez mais.
No finzinho, um gol contra do adversário selou a vitória brasileira no primeiro desafio de 2012. Resultado que dá sobrevida a Mano no cargo. Antes o jogo terminasse empatado. Pelo tempo que o treinador está à frente da seleção (desde agosto de 2010), já era para o Brasil ter um estilo de jogo, uma filosofia. Não falo aqui de falta de entrosamento, o que é normal pelo tempo que o grupo fica reunido. Na verdade falta inspiração! Se o Brasil tivesse perdido para a Bósnia, mas jogado com vontade, dominando o jogo, com chances de gol, adversário na retranca... confesso que estaria mais aliviado
Para uma seleção que almeja um ouro olímpico este ano e o hexacampeonato mundial daqui a dois anos e meio, é pouco, muito pouco. A preocupação continua.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
O que esperar de Felipe Nasr
Aos 19 anos, Felipe Nasr pode (eu disse, pode) ser o piloto a escrever uma nova e feliz história do Brasil no automobilismo. A contratação dele para correr este ano na GP2 - último degrau antes da F-1 - provocou as mais empolgadas reações da imprensa especializada. Principalmente, porque Felipe vai ser piloto da Dams, atual campeã da categoria. Os testes começam no fim deste mês. Para se ter ideia da expectativa que começa a ser gerada, o tema teve destaque no Jornal Nacional, algo incomum se tratando de GP2.
De fato, os números do jovem brasiliense são promissores. Em 82 corridas nas mais diversas categorias, ele esteve no pódio 39 vezes. Um aproveitamento de 47,5%, com 17 vitórias, 17 pole positions e 22 voltas mais rápidas.
Nos últimos anos, ver os adversários pelo retrovisor virou rotina para Nasr.
Em 2009, ele foi campeão da Fórmula BMW, com 7 vitórias e 14 pódios em 16 corridas
Em 2010 terminou a primeira temporada na Fórmula 3 inglesa, com um quinto lugar no geral.
Em 2011 veio o título da mesma F-3 inglesa.
E neste ano, a equipe pela qual ele correu terminou em 3º lugar numa lenda das competições a motor, as 24 horas de Daytona, nos EUA.
O talento é fundamental, mas o rápido acesso de Nasr a GP2 também é fruto de dois patrocinadores de peso: o Banco do Brasil e a OGX de Eike Batista, que também patrocinou a entrada de Bruno Senna na Williams.
Faço aqui uma observação realista. Jovens como Felipe Nasr chegaram aos montes à categoria mais importante do automobilismo e, a bordo de um F-1, perderam o brilho: Magnussen, Heidfeld, brasileiros também como Pizzonia, Zonta... Ir bem nas categorias de base é lei para subir no esporte. Mais importante é chegar à F-1 no momento certo, com a cabeça boa para suportar a pressão e num time bom. Não é fácil, mas é possível. Hamilton e Vettel estão aí pra provar. Nomes que entraram para o seleto grupo de campeões, com seus vinte e poucos anos de vida...
De fato, os números do jovem brasiliense são promissores. Em 82 corridas nas mais diversas categorias, ele esteve no pódio 39 vezes. Um aproveitamento de 47,5%, com 17 vitórias, 17 pole positions e 22 voltas mais rápidas.
Nos últimos anos, ver os adversários pelo retrovisor virou rotina para Nasr.
Em 2009, ele foi campeão da Fórmula BMW, com 7 vitórias e 14 pódios em 16 corridas
Em 2010 terminou a primeira temporada na Fórmula 3 inglesa, com um quinto lugar no geral.
Em 2011 veio o título da mesma F-3 inglesa.
E neste ano, a equipe pela qual ele correu terminou em 3º lugar numa lenda das competições a motor, as 24 horas de Daytona, nos EUA.
O talento é fundamental, mas o rápido acesso de Nasr a GP2 também é fruto de dois patrocinadores de peso: o Banco do Brasil e a OGX de Eike Batista, que também patrocinou a entrada de Bruno Senna na Williams.
Faço aqui uma observação realista. Jovens como Felipe Nasr chegaram aos montes à categoria mais importante do automobilismo e, a bordo de um F-1, perderam o brilho: Magnussen, Heidfeld, brasileiros também como Pizzonia, Zonta... Ir bem nas categorias de base é lei para subir no esporte. Mais importante é chegar à F-1 no momento certo, com a cabeça boa para suportar a pressão e num time bom. Não é fácil, mas é possível. Hamilton e Vettel estão aí pra provar. Nomes que entraram para o seleto grupo de campeões, com seus vinte e poucos anos de vida...
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Ducha fria
O retorno amargo para o Rio
Em uma frase após o jogo na Argentina, 'papai' Joel foi assertivo: "Na Libertadores, um ponto fora de casa contra um time argentino é um bom resultado, mas poderia ter sido melhor". Fato. O Flamengo abriu o placar no fim do primeiro tempo sem muitas pretensões, quando até os jogadores já esperavam o intervalo. O empate do Lanús despertou os rubro-negros que (aí sim) começaram a jogar bola e quase venceram, o que prova a superioridade dos brasileiros. Então, por que não adotaram essa postura desde o início? Ficou no 1 a 1.
Meu conformismo
A cada apito final me convenço que nunca mais verei o 'malabarista' Ronaldinho Gaúcho, dos tempos de Barcelona. É um caminho sem volta. No 'Redação Sportv' desta quinta, Marcelo Barreto disse que, naqueles tempos, os adversários se arrepiavam quando R10 pegava na bola por 2 motivos: ou ele ia fazer um passe que deixaria o companheiro na 'cara' do gol ou daria uma arrancada só parada com falta para não terminar no fundo das redes. O pior é saber que condição física o cara ainda tem. O problema é a cabeça.
O Corinthians e sua marca registrada
Na Bolívia, o atual campeão do continente entrou em campo como tubarão e sai dele fisgado, como sardinha. O Santos saiu na frente do The Strongest e parecia não sentir os efeitos da temida altitude, mas ainda no primeiro tempo, os bolivianos igualaram o placar. Na etapa final, o time da Vila teve enésimas chances de matar o jogo (chute sem goleiro, bola na trave de Elano...) e nada! Aos 45, o predador virou presa. Na cobrança de escanteio, a cabeça de Ernesto Rúben fez o estádio de La Paz vir abaixo. Final: 2 x 1 The Strongest.
Turismo na Bolívia
Pegou mal para o lateral Juan saber (já na Bolívia) que deveria cumprir suspensão pela expulsão na Libertadores do ano passado, quando defendia o São Paulo. Ele viajou com o Santos e, em cima da hora, soube que não poderia jogar. Era melhor ele ter ficado na Baixada, quem sabe pegar um bronze no posto 4, na praia do Gonzaga. Ficou feio.
Lição
A última rodada mostra que os brasileiros devem ficar atentos. Os 'gigantes' Santos, Corinthians e Flamengo não conseguiram vencer os medianos (pra baixo) times sul-americanos. Nem sempre a tática e a qualidade técnica prevalecem. Na Libertadores, o 'espírito' é outro.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Explosão
O vídeo abaixo registra o momento do gol do nosso lateral-direito Daniel Alves, no superclássico Barcelona x Real Madri, pela Copa do Rei. Para quem nunca foi a Camp Mou (ou a nenhum jogo de futebol) e não conhece a euforia dentro de um estádio no balançar das redes, esta gravação dá uma ideia do que é isso.
sábado, 4 de fevereiro de 2012
A mais de 300 km/h...
O colega da Folha, Fábio Seixas, participou, em Abu Dhabi, do lançamento dos pneus que serão usados na F1, feitos pela Pirelli. Lá, ele teve a experiência (incrível) de andar em uma das 'máquinas'. E descreveu a sensação nas curvas, retas e chegar aos 300 por hora no circuito Yas Marina. Vale a leitura. Aqui o link.
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